Indice Sirius Black está amando?

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

SS Cap 6- Conversas sobre Ele e sobre mim

02 de Novembro de 2006

 Sim, mais um relato quentinho para você, caro leitor do futuro. Sabe se você for de algum lugar onde se tem viagem no tempo por favor me envie uma carta falando o que acha de mim como escritora. Mas chega de conversa! (mesmo que seja um monologo) Vamos aos relatos:
 Minha mãe chegou (e trouxe um monte de doces!!!! Como eu a amo!!) e logo pedi para ela se sentar, acho que só pelo meu olhar ela percebeu que era sério. Eu então expliquei para ela o que houve ontem com meu pai e tals:

[...]- E então ele se virou e me encarou, acho que ele não esta em plena consciência mãe, e depois fugiu pelo o buraco- Terminei de contar. Minha mãe suspirou, e me encarava séria, mas não aquele sério de "mãe séria" era mais como um "diretora de colégio séria". Acho que ela passou muito tempo com Minerva McGonnagal quando era mais jovem.
 - Destiny seja razoável. Sirius deve ter achado que ia ser preso, então ele te encara. Ele vê você. Que tem os meus olhos, que é a nossa 'mistura perfeita', que tem a idade exata que Alethia deveria ter. Você então toma uma posição completamente diferente do que ele pensa. Vai e ajuda-o a fugir. O que você quer que ele tenha na cabeça? Ele no minimo deve ter achado que você era um espirito que apareceu para ajuda-lo na hora, ou então uma miragem do sub-consciente dele, querida. - Ela falou. Odeio quando ela fala nesses termos de médica comigo.
- Tá mas isso não apaga os outros fatos: Como ele entrou? E porque ele picotou a Mulher Gorda?- Perguntei
- Eu não faço ideia de como ele entrou, mas ele e James conheciam muitas passagens no Castelo. quanto a Mulher Gorda, bem ela não deve ter deixado ele entrar e ele descontou sua raiva nela. Ele sempre odiou aquele quadro, ela já delatou ele e James muitas vezes no passado. - Ela fala, calma. Ela me acariciou e me acalmou. Eu ainda tenho na cabeça que a algo que eu não sei sobre o meu pai, e isso vem me torturando nos últimos tempos. É como se falta-se uma ou duas peças, sabe? Pra se encaixar na história.
 Tipo vamos ao meu raciocínio: Ele foi o guardião do segredo de Lily e James, então algo aconteceu e de alguma forma ele contou a Voldemort onde eles estavam escondidos. Os Potters morrem, e no dia seguinte ele vai atrás de Peter, então o mata- e também mata 12 trouxas inocentes. Só que o Oraculo me respondeu com as seguintes palavras: "Seu pai é todo e completamente inocente". Então o que? Ele não fez nenhum dos crimes acima? então o que houve?
 Peter era um traidor, isso eu sei. foi ele quem levou os Comensais da Morte para a nossa casa, é culpa dele eu e minha mãe termos sido raptadas. Será que de alguma forma ele enganou o meu pai, e o fez contar o segredo? Mas como? E se meu pai não o matou, então ele se matou, e causou a morte dos trouxas? E não consigo criar uma boa teoria sobre isso.
 Depois tem a nova parte: Como ele fugiu de Azkaban? Ele é um bruxo, só pode fazer magia com varinha e a dele foi recolhida quando ele foi preso. Então como?....  Da para perceber que eu não tenho as respostas para essas perguntas, né?
 Voltei para Hogwarts, e pouco depois os alunos foram acordando e sendo mandados para seus dormitórios. Tudo que ainda se falava era de Sirius Black invadindo a escola.
 Antes do almoço, eu seguia para a biblioteca (onde tem muitos livros interessantes se você quer saber) quando ouvi Lupin me chamando, ele me convidou para ir tomar um chá com ele. E eu fui né, obvio que não iria recusar. Vou fazer uma transcrição da nossa conversa, pelo menos o que foi importante:
- Como você está?- Ele perguntou, enquanto servia chá para mim.
- Bem, por que?- Rebati
- Por causa de ontem, Destiny.- Ele falou sério, me olhando.
- Bem...- Desconversei. eu não ia contar a ele sobre o que eu havia feito, não mesmo.
- Você saiu antes do resto da turma ontem, eu vi. A sua sorte é muito grande de não ter esbarrado com ele num corredor- Ele falou, meu me dando bronca.
- O que você acha que ele faria?- Perguntei, curiosa.
- Sinceramente não sei. Eu não o conheço como achava não é?- Ele falou, irritado
- Ele poderia desde ficar em choque é te arrastar com ele, não sei- Ele continuou. Sorri minimamente, ele conhece bem o meu pai.
- Você tem que tomar cuidado Destiny, agora que temos certeza que Black esta rondando Hogwarts, você e Harry estão em problemas. Se ele foi capaz de trair James, de matar Peter e ainda 12 pessoas inocentes, eu não sei o que ele faria com Harry. Mas tenho ainda mais medo de pensar o que ele faria com você!- Ele disse. Não pude deixar de me sentir tocada com a preocupação dele.
- Minha mãe acha que ele é inocente...- Eu falei, baixo, para ele.
- Eu sei. eu venho conversando com ela sobre isso nas cartas. Ela disse que foi Peter que mostrou aos Comensais como entrarem na nossa casa.... E eu não duvido disso, então isso quer dizer que havia dois traidores.- ele falou, dava para sentir a dor e fúria nas palavras finais
- Por que você acha que Sirius não pode ser inocente?- Perguntei
- Simples: James tina comentado e depois ele mesmo falou que era o responsável pelo feitiço Fidelius...- ele disse, me olhando profundamente.
- Eu sei, eu estudei sobre esse feitiço, sei que ele é poderoso e só o portador pode contar. Mas se Peter enganou minha mãe, ele pode ter enganado ele também- Repliquei.
- Eu gostaria de poder acreditar nisso... De verdade, mas não consigo.- Ele admiti-o.
 Depois o assunto morreu. Ele falou de outras coisas, e me deu uma carta para entregar a minha mãe. Passei o resto do dia, pensando nisso. Também reparei que a professora McGonagal estava me encarando hoje, mais que o normal. Eu sabia que ela desconfiava de quem eu poderia ser. Ela havia sido professora dos meus pais, havia ido até me visitar quando nasci, minha ma~e me contou. Talvez por causa de ontem, ela estivesse com isso na cabeça, sei lá. Só sei que fiquei bem incomodada com isso.
 A noite fui para o acampamento, onde deixei a carta para a minha mãe, na mesinha dela. ela esva de plantão no hospital. Estava indo jantar quando (você não é obrigado a ler essa parte- é a parte pessoal da história, sinta-se a vontade a pular) alguns amigos me puxaram e convenceram-me a ir com eles, a uma feira de outono. Se você não é estado-unidense ou da Terra não deve saber o que é uma Feira: Bem é uma coisa que tem as vezes, tipo uma festa. Tem bandas tocando, tem barracas de comidas, tem barracas de diversão (com atividades, brincadeiras) tem um pequeno parque de diversão (dificl de explicar-pesquise).
 Fomos eu, Jason e Joe Delazza (irmãos de Nicholas), alguns semi-deuses do chalé de Apolo e Matt. Sim é claro que ele ia, era para comemorar o aniversário dele de 24 anos. Ele havia feito pouco antes do Halloween.
 A Feira de Outono de Long Beach estava muito bonita. Luzinhas amarelas davam um clima aconchegante. O pessoal de Apolo (seis semi-deuses lindos de morrer e três garotas mais lindas ainda) logo se espalharam. Vi os Delazza irem para o salão de espelhos (que são retorcidos e faz seu reflexo fica diferente, eu não sou muito fã de reflexos, depois explico) então fui para a montanha russa (se você não sabe, pesquise, tenho certeza que num livro do tipo "Os costumes da Terra" vai ter uma descrição melhor do que eu posso fazer), Mitch e Mason, dois filhos de Hermes, que devem ter combinado se se encontrar com Matt (meio-irmão deles por parte de pai. Os dois são irmãos mesmo) falaram que iam comigo. Matt resolveu ir também. Mitch e Mason se sentaram no último vagão, eu fui me sentar no primeiro (o primeiro e o último são os mais legais) e Matt resolveu ir comigo.
- Eu não posso deixar de ir num desses, não vou pagar de covarde- ele falou sorrindo para mim.
 Talvez seja melhor eu falar um pouco mais da nossa relação. Eu o conheci no dia que cheguei ao Acampamento. Ele na época era o Conselheiro (tipo a autoridade máxima do chalé) do Chalé de Hermes.  Ele foi recepcionar principalmente Luke, que já havia  falado que Hermes era seu pai. Ele foi extremamente doce comigo, ele até hoje é muito bom com crianças, e me lembro que isso me fez ficar mais calma com a situação. O tempo passou, e nos nunca fomos exatamente super amigos (como eu sou com Jason, Joe e Nick ou com Mitch por exemplo) e eu fui designada para Conselheira do Chalé de Zeus aos oito anos. Ele na época se afastou do acampamento, porque ia começar a fazer faculdade na Inglaterra (sim, não sei se chaguei a comentar mas Matt é um dos últimos ninfos da Inglaterra, outra longa história que terei que explicar depois) então só ia de vez em quando, participar de conselhos. Nessa época Luke já havia virado o Conselheiro do Chalé, mas Matt havia sido promovido para Chefe do Exercito dos Ninfos, então ele ainda participava de conselhos. Foi quando nos começamos a brigar. Eu tenho uma linha de tática mais agressiva, e que em geral me põe em perigo maior que os outros. Matt prefere que todos assumam os mesmos riscos. Já tivemos discussões horríveis, mas nunca desrespeitamos um ao outro, coisa que não posso falar de outras pessoas (Clarisse do Chale de Ares por exemplo). Depois de uns anos, principalmente do verão do ano passado, quando Luke se revelou um traidor, Matt se aproximou de mim, me levando para shows de bandas de Indie-Rock e coisas do tipo. Mas não ache que nossas brigas sobre estrategias acabaram. Mas sabemos colocar a amizade e a parte "profissional" separadas.
- E ai, como você está?- Ele me perguntou. Ele vinha se mostrando bem preocupado desde do incidente.
- Bem, de verdade.- Afirmei.
- Como vai a escola?- Perguntou, com um sorriso. A mãe de Matt é ninfa e se casou com um bruxo. Sua irmã mais velha a mestiça como eu. Porem ele é filho de Hermes, apesar de seu padrasto ser como um pai para ele. Ele acabou indo para Hogwarts, e na comunidade bruxa ninguém desconfia que ele é ninfo, ou filho do Deus dos Ladrões. Ele esteve em Hogwarts logo depois que meus pais a deixaram, a pior época para ser ninfo. Mas até hoje ele fala superbem de lá, e me anima quando estou de saco cheio da escola.
- Na verdade, vão bem interessantes- Comentei. Ele sorriu, mas não deu para conversar mais, porque a montanha Russa começou a funcionar. E mesmo que não fosse nada de emocionante como nos parques de diversões como Disney ou Six Flags, a graça esta em gritar.
 Depois da montanha russa, Matt me chamou para tomar um sundae e assim poder conversar. Eu sabia que isso ia acontecer. Ele sempre me pega para conversas sobre mim mesma. Compramos os sundaes e nos sentamos num banco mais afastado.
- E então, porque está interessante? Tem haver com o seu pai?- Ele perguntou. A noticia de meu pai ter fugido não havia sido contada nos USA, mas algumas pessoas sabiam. Matt obvio lê até hoje o Profeta Diario (Jornal bruxo-britânico) então ele soube.
- Tem sim- Falei, Em resumo: Contei do encontro com meu pai e das especulações que andei fazendo. Ele escutou pacientemente. Depois falou que sempre acreditou na minha mãe, e acha que se Sirius fosse o que escrevem sobre ele, ele já teria matado alguém. Ele não consegue imaginar como alguém conseguiria fugir de Azkaban sem uma varinha, mas aha que entrar em Hogwarts não é tão difícil, ele me falou que ele usou pelo menos 3 saídas do castelo para o terreno da escola, que são 'secretas'. Isso me acalmou um pouco. Sobre ele ter ido para Hogwarts, ele acha que talvez ele tenha ido lá por Harry. Mas não pelo motivo que todos acham:
- Se eu fosse o seu pai, D, e tudo que me resta-se fosse meu afilhado, pois é isso que seu pai pensa, eu iria procura-lo e tentar convence-lo da minha inocência.- ele falou, com seus olhos encarando os meus. Sorri, eu não havia pensado nisso, mas não é completamente sem sentindo.
 Conversamos mais, brincamos, comemos pizza... E voltamos para o acampamento. Mas quando eu fui me despedi, ele me abraçou. Eu não sou muito de abraços, mas o dele era bom, me passou segurança.
- Me ligue, me mande mensagem sempre que quiser conversar- Ele sussurrou no meu ouvido. E foi isso, era essas conversas que eu queria compartilhar com você!

Até a próxima!

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